segunda-feira, 18 de junho de 2012

Escrevendo a armadilha de amanhã!

A hora de fechar o texto que registra atividades realizadas é a pior de todas. Quantas vezes coube a mim essa terrível tarefa nos grupos de trabalho da vida... O velho golpe do "Ah você gosta de escrever!". Ou então... "Você tem a letra tão linda! Escreve você!". E todos vão se levantando, se cumprimentando, saindo e você vai ficando para trás com a pior das responsabilidades! Como fazer um documento fiel a tantas falas divergentes? Porque as falas são divergentes por natureza! Nossa natureza humana é divergente - e ainda bem que é - mas insiste em fechar tudo em um mínimo comum que é de longe impossível! Imagino as dores que os relatores passarão esta noite. Tão bom que é falar, soltar as feras, criticar, rever, reposicionar... Mas registrar tudo isso... Me dá calafrio! Uma frase aberta, uma expressão dúbia, uma promessa vazia, uma estrutura de parágrafo mal arquitetada que deixe uma brecha e... Pronto! Já estão falando mal mesmo! Já estão dizendo que não adiantou de nada! Que tudo foi deixado para 2014... A verdade mesmo é que não há como propor soluções em um ano ou dois que envolvam estruturas viciadas a séculos. Muitas pesquisas ainda vão falhar, muitos modelos ainda cairão por terra, muitas certezas serão perdidas e os modelos gerados não abarcarão todas as demandas de geração de empregos e consumo para a contingência do modelo anterior. Um plano de ação de emergência precisa ser implementado. Mas se não se consegue nem a criação de um fundo para a pesquisa necessária a sustentação deste plano... Fica difícil! Escrever no vazio, sem uma garantia sequer e com a sirene prestes a tocar se errar uma letra é escrever hoje a armadilha de amanhã! Boa sorte aos relatores da Rio+20!

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Não passe batido! Registre seu olá, seu "curti", um sorrisinho daqueles :) tá ótimo! Manifeste-se! Isso anima quem escreve! Valeu! Beijos!