quarta-feira, 20 de junho de 2012

Tantas décadas... Tantas mesmas coisas...

O abster-se ao observar a passagem do tempo é uma prática que exige bastante equilíbrio emocional, mental e eu diria até espiritual... Assistir às entrevistas, ler os textos, acompanhar as novidades da cobertura jornalística da Rio+20 2012, sendo esta a terceira conferência que acompanho na vida, sem falar das cop15, das Kyoto's, das Habitat's, dos fóruns sociais, e tantos outros eventos relacionados... Puxa... É extasiante como tudo se repete! As promessas feitas no calor das discussões, as ações descontroladas pela rua, a originalidade das manifestações chocantes e fortes, os contatos, as conversas, o intercâmbio, o compartilhamento. A diferença do que é divulgado pela mídia e do que é estar lá no fervor das discussões! O que querem que seja publicado, a ideia que já está fechada antes mesmo do evento começar, o que gostaríamos que fôsse... O decreto paranormal da imprensa que já tem a premonição fatal: "não vai dar certo!". I-gual-zi-nho! O empresário dizendo que o custo da produção limpa deve ser pago por alguém, governo ou consumidor! Reforça com sobressalto o absurdo que acha serem as empresas as responsáveis com este custo e perder no mercado para concorrentes que produzem com energias tradicionais... O relator, presidente geralmente de país subdesenvolvido - porque ninguém quís segurar a bucha claro! - transpirando em bicas para ler o discurso do nada vezes coisa nenhuma. A imprensa internacional decretando - DE NOVO - que acabou antes de ter começado! Os índios, o Mst, o movimento dos sem teto pela construção do estádio olímpico, fazendo passeata e travando o trânsito na Avenida Rio Branco no horário de pico! Nada mudou! Na-da! Abstenho-me... Fico refletindo por um dia se devo escrever este post... A resposta é sim! Tenho que dizer que sempre foi assim, esse show de pessimismo e juvenilidade. Essa avalanche de protestos variados sem nenhum desfecho de respeito. Dias de discussão sem propostas concretas porque todo mundo tem medo de fazê-las e ter que responder a velha pergunta... "Quem vai pagar?". Mas creio, ainda assim, que vale pela persistência. Eu nem fui para o Rio por estar envolvida em um baita projeto que está me devorando a mente, mas fiz tantos ou mais contatos do que se estivesse lá. Contatos que me ajudaram muito na minha tarefa atual e com as próximas, inclusive com a idealização e abertura deste blog. Tenho certeza que outros como eu também fizeram seus movimentos e teremos frutos destas interações a longo prazo e não de imediato como tanto quer a imprensa nacional e internacional, tão ávidas em serem pessimistas porque é um charme arrebentar com a moral de qualquer um (autoridade, país ou povo) com uma manchete bombástica. Sempre caio na risada com essas manchetes e me ligo mais no corredor do que o que está escrito na porta das salas. Que todos possamos ter esta visão mais leve um dia e que venhamos a "pegar no pesado" na hora certa e da maneira adequada! Antes que os pessimistas se tornem donos da verdade e sem ninguém pra comprar jornal ou ligar a tv!

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